Coluna Túlio Ribeiro Coluna Túlio Ribeiro



                                         Colunista Túlio Ribeiro



          • Ponto de Vista: Israelenses ainda violam as crianças palestinas

          • Poucas pessoas em todo o mundo sabem como é a vida das crianças palestinas, como se sentem inseguras em suas  casas e o que passam todos os dias por causa da ocupação israelense. 

            A realidade   mostra como é acordar com medo  para estes menores. Os ataques noturnos - acordar às três da manhã com o som de explosões de gás, bombardeios perto de sua janela ou forças israelenses tentando invadir sua casa. Existem momentos em que se acorda e encontra um soldado israelense já no seu quarto, quebrando  brinquedos com sua arma enquanto segura sua arma contra cabeça dos invadidos. 

            Esta semana, os líderes mundiais estão se reunindo na Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, e as reuniões do Conselho de Direitos Humanos da ONU estão ocorrendo em Genebra. Esta ocasião é uma grande oportunidade para a comunidade internacional acabar com seu silêncio sobre os abusos enfrentados por crianças palestinas. Israel está violando de forma recorrente  direitos e  a lei internacional de forma impunemente. 

            Estes direitos são o mínimo para dignidade humana. Liberdades mais básicas, incluindo  direito à vida, estão sendo violados com frequência ao quitar vidas de forma assassina. Neste contexto, a luta que se apresenta é  para superar os sentimentos de tristeza, estresse, solidão e medo causados pelo uso excessivo da força contra nós, visando nossas famílias, escolas e lares. Os moradores e suas crianças  em Gaza vivem com o medo de serem alvo das bombas de Israel todos os dias. 

            Como um capítulo repetido diversas vezes numa série, soldados israelenses invadem  aldeias e logo começam a atirar em todos que veem  nas ruas. Quando qualquer criança sai de casa em pânico ou para buscar seus entes se tornam alvo de  militares  com munição real. 

            É lamentável que o mundo assista o genocídio palestino, mas parece que cada perda de vida  dos oprimidos, parece mantê-los mais fortes. Cada bala que os mata, semeia mais esperança e os torna mais determinados a resistir a esta ocupação. 

            Israel é o único país do mundo que rotineiramente prende, detém e julga crianças em um sistema judicial militar. 

            Não é incomum histórias como de Ahed Tamimi,  presa por oito meses em uma prisão israelense quando tinha apenas 16 anos. Ficou com muitas outras mulheres e crianças. Alguns estavam sob “detenção administrativa” - o que significa que podem ser mantidas na prisão, sem qualquer acusação oficial ou julgamento, durante anos. 

            As crianças palestinas detidas em prisões israelenses enfrentam muitos traumas. Por tudo o que passaram, mesmo após a libertação, muitos não poderão mais aproveitar a infância. 

            Detidas nas fronteiras, elas não tem pais ou advogado acompanhando, o  que torna o interrogatório israelense  ilegal segundo o direito internacional. Mas para os israelenses isso não importa. 

             Até  jornalistas ,como Givara Budeiri , foram violentamente preso por forças israelenses enquanto cobria uma manifestação pacífica no bairro Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental ocupada, Outros  testemunhos que a ONU precisa assistir é sobre o deslocamento forçado de famílias palestinas  e o roubo de terras, recursos naturais no Vale do Jordão. 

            O Conselho de Direitos Humanos da ONU solicitou aos Estados membros que cooperem totalmente com sua Comissão de Inquérito sobre as violações do direito internacional humanitário e dos direitos humanos no território palestino ocupado. Mas a velocidade das investigações  retardadas pelos Estados Unidos e Israel. . 

            As crianças palestinas, têm o direito de estar seguras em suas casas e escolas. Eles têm o direito de estar livres de assédio, violência, prisão arbitrária e ataques de soldados e colonos israelenses. A comunidade internacional não pode continuar a fechar os olhos ao sofrimento dos palestinos como muitos em outros tempos fecharam para o holocausto. Um história que se repete ,onde o oprimido em outros tempos se torna opressor. 

            Qualquer ser provido do sentimento de humanidade , deve semear a esperança para o futuro. O  mundo tornará um lugar melhor, quando não haja ocupação ou colonização, onde todos sejam iguais, onde os palestinos possam viver suas vidas com liberdade e dignidade. 

            Entretanto para se realizar estas ou outras transformações  não pode estar sozinho - a comunidade internacional precisa acabar com seu silêncio e ficar ao lado da luta contra a opressão. Libertar os palestinos das 'câmaras que agora matam lentamente' ao comando de israelenses. 





          Túlio Ribeiro,colunista da RCM 98.7,economista com Pós Graduação em história contemporânea,mestre em historia,doutor em política estratégica.